segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

TENSÃO






















As cobranças vêm de todos os lados: família, trabalho, amigos, contas, prazos e metas a serem cumpridos. Na direção contrária, a falta de tempo, o trânsito, a noite de sono mal dormida, o nervosismo gerado pela insegurança. O estado ansioso acaba aparecendo mais cedo ou mais tarde, de maneira mais leve ou acentuada, dependendo de como cada pessoa lida com seus problemas.

Mas uma pesquisa divulgada recentemente mostra que muita gente tem preferido recorrer a calmantes, mesmo que seu quadro clínico não exija este tipo de tratamento. Feito pela IMS Health, companhia que faz estudos ligados à indústria farmacêutica, o levantamento indicou que a venda do ansiolítico (remédio contra ansiedade) clonazepam cresceu 36% no Brasil entre 2006 e o ano passado, quando foram comercializadas 18,45 milhões de caixinhas, contra 13,57 milhões em 2006.

“Os tranquilizantes de alta potência são os mais prescritos no Brasil atualmente. Entre eles estão o clonazepam e o diazepam. O aumento do uso ou da prescrição dos benzodiazepínicos no País se deve à baixa qualidade dos serviços médicos, à propaganda dos laboratórios e à condição de vida atual, que cobra soluções imediatistas e superficiais e leva ao aumento do estresse”, defende Luiz Figueira de Mello, médico do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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