quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SECRETÁRIA DA ABL RECEBE PRÊMIO PRÍNCIPE CLAUS

A Acadêmica e Secretária Geral da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado, receberá, no dia 24 de fevereiro, quinta-feira, um dos mais prestigiados prêmios do mundo, o Prêmio Príncipe Claus 2010. O Embaixador dos Países Baixos, em solenidade no Consulado Holandês do Rio de Janeiro, fará a entrega da láurea à escritora.
Ana Maria Machado prestará homenagem ao choro brasileiro com a apresentação de um grupo de músicos da Escola Portátil de Música, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), que atende alunos de todas as origens, inclusive comunidades carentes. O grupo, tendo à frente Maurício Carrilho, apresentará obras de Pixinguinha e Tom Jobim.
O prêmio é conferido anualmente a 11 indivíduos ou organizações de diferentes áreas artísticas e países diversos, no reconhecimento de conquistas excepcionais no campo da cultura e do desenvolvimento. Segundo o regulamento do prêmio, os ganhadores são celebrados por seu trabalho cultural notável , tanto na afirmação do talento criador quanto por seu papel fomentador de progresso. A decisão é de um júri internacional a serviço do Fundo Príncipe Claus -- uma plataforma de intercâmbio cultural holandesa, que desde 1997 busca dar ênfase ao reconhecimento da cultura como pre-requisito para o progresso material.
A Acadêmica é a primeira ficcionista brasileira a ganhar o prêmio. O anúncio foi feito em cerimônia pública em Amsterdam, Holanda, dia 7 de setembro do ano passado.
Cada ano, o prêmio focaliza um tema. O deste ano foi o desafio aos limites da realidade e a expansão das fronteiras culturais, com especial ênfase em criadores cuja integridade artística não se deixa afetar por preocupações comerciais. A Fundação Príncipe Claus considera que as pessoas que atuam nessa linha fronteiriça são essenciais para chamar a atenção para diferentes experiencias e ideias culturais. Um dos objetivos da premiação, segundo seus organizadors, é legitimar a experimentação e a inovação, valorizar a audácia e a tenacidade, apoiar e aumentar o impacto positico do desenvolvimento inspirador de uma obra na sociedade como um todo.

Assim, o júri justifica a escolha de Ana Maria Machado como uma decisão de “premiar sua literatura notável, sua capacidade de abrir as fronteiras da realidade para jovens e comunicar valores humanos essenciais a mentes e corações impressionáveis, e ainda por sua contribuição significativa para o reconhecimento da importância da literatura infantil na formação de uma visão do mundo”.

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