Oh! Grande Arquiteto do Universo,
Faça que minhas decisões, meus dias, meus pensamentos,
Sejam os exatos reflexos dos seus ensinamentos,
E eu possa, assim, caminhar com integridade...
Quando fizer algo em favor dos outros,
Que meu nome seja simplesmente, como os demais, citado,
Sendo em tempo algum, jamais exaltado,
Pois, apenas estarei cumprindo minha obrigação de Maçom.
Grande Arquiteto do Universo,
Fazei com que eu não me sinta inebriado por nada,
Que minhas palavras brotem do fundo do coração,
E não sejam, simples arranjos de letras fabricados em meu cérebro e transmitidos,apenas para causar comoção!!!
Não permita que meu ego aprenda a conjugar somente a primeira pessoa do singular,
Incute em meu ser, o sentido do “nós”!!!
E que minhas ações sejam corretas e se difundam, brandamente,
Por intermédio da minha voz.
Se um dia detiver o poder em minha vida profana,
Que seja ele manso, digno, algo que não se ufana,
Posto que é efêmero!
Que eu não imponha regras quando ajudar a um irmão,
Pois deverei fazê-lo com carinho, desprendimento, empolgação,
Não permita que eu aprenda a julgar...
Ensina-me a perdoar,
A não guardar ódio em meu coração,
Pois se assim não for, serei apenas mais um na multidão.
Sentimentos como a cobiça e a vaidade,
Afaste-os do meu caminho.
Pois, caso contrário, é certo que um dia estarei sozinho.
E assim, quando o limite máximo me for imposto,
Que a serenidade esteja presente em meu rosto,
Que a alegria do dever cumprido se faça presente.
Ai então, os amigos haverão de lembrar que pela repetição dos meus atos,
Colecionei e emoldurei todos os fatos,
Se não fiz melhor, ao menos tentei.
Não importa quem eu seja,
Aprendiz, companheiro, mestre ou venerável,
Devo trazer o rosto sempre afável,
Pois esta é a verdadeira razão...
Gestos, sinais, simbologias,
Para dar sentido às nossas vidas, muitas vezes, vazias.
É por isso que nos reunimos...
Para tratarmos de assuntos que enlevam o espírito,
Para polirmos nossas imensas pedras brutas,
Para vivermos em paz, para vencermos nossas lutas...
Combater o despotismo, a tirania, os vícios humanos,
Referimo-nos aos de fora como profanos,
E muitas vezes, cometemos as mesmas e velhas falhas!!!
Grande Arquiteto,
Obrigado pela oportunidade que eu tive,
Obrigado pelos irmãos que ganhei,
E, especialmente, por esta vida que passei!!!
Se outra oportunidade me fosse dada,
Se outra vida pudesse ser vivida,
Se tivesse a opção de escolher,
Seria eu novamente um membro dessa loja,
Onde se aplicam normas de consciência e retidão,
E assim, teria eu novamente a chance de poder dizer,
Que fui um verdadeiro Maçom !!!
“Como o perfume reside na flor e o reflexo está no espelho, assim o amor divino reside dentro de vós, por que buscar lá fora? “ ( Guru Nanak )
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
A INICIAÇÃO COMO OBJECTIVO DE VIDA
Muito se tem escutado e transmitido sobre este tema ao longo de várias eras, algumas confusões tem gerado é certo, mas também muitas verdades têm sido reveladas; umas transcritas a partir de personalidades que nós acabamos por assimilar e sobrescrever e outras que apesar de influenciadas pelas primeiras são deliberadamente o resultado do nosso próprio trabalho interior.
Tal como Dante Alighieri teremos que iniciar a descida ao interior de nós mesmos, ao Inferno das Paixões e dos Vícios com a consequênte luta contra os nossos próprios demónios culminando na subida em direcção a uma luz paradisíaca que apesar de inatingível será sempre um objectivo para além mesmo deste ciclo temporal! Visita Interiora Terrae, Rectificando que, Invenies Occultum Lapidem (Visita o interior da terra e, rectificando encontrarás a pedra oculta).
No entanto não estamos sós… teremos sempre um Virgílio que sábiamente nos guia afastando-nos dos obstáculos difíceis e nos entrega nos braços da donna angelicata (da bela Beatriz). A Iniciação é de facto um ponto de viragem na nossa existência neste plano. Nos antigos, a Iniciação era tratada como um conjunto de provas que determinavam a capacidade de um jovem atingir a maioridade e as responsabilidades inerentes. As provas passavam pelo campo físico, intelectual, moral e por vezes espiritual no caso de alguns eleitos.
O armar de um cavaleiro era precedido de um conjunto de provas de bravura no campo de batalha que não se resumiam somente ao número de vidas ceifadas ao inimigo, mas há sua postura entre os demais, que lhe garantiam o respeito e a admiração – a honra. Assim como no passado, todos nós temos que vencer os 12 Trabalhos de Hércules se pretendermos aspirar à Imortalidade, que é objectivamente o resultado da Iniciação. Para vos dar um exemplo prático deixo-vos as seguintes perguntas que devemos permitir-nos sentir no silencio do nosso Ser:
Tal como Dante Alighieri teremos que iniciar a descida ao interior de nós mesmos, ao Inferno das Paixões e dos Vícios com a consequênte luta contra os nossos próprios demónios culminando na subida em direcção a uma luz paradisíaca que apesar de inatingível será sempre um objectivo para além mesmo deste ciclo temporal! Visita Interiora Terrae, Rectificando que, Invenies Occultum Lapidem (Visita o interior da terra e, rectificando encontrarás a pedra oculta).
No entanto não estamos sós… teremos sempre um Virgílio que sábiamente nos guia afastando-nos dos obstáculos difíceis e nos entrega nos braços da donna angelicata (da bela Beatriz). A Iniciação é de facto um ponto de viragem na nossa existência neste plano. Nos antigos, a Iniciação era tratada como um conjunto de provas que determinavam a capacidade de um jovem atingir a maioridade e as responsabilidades inerentes. As provas passavam pelo campo físico, intelectual, moral e por vezes espiritual no caso de alguns eleitos.
O armar de um cavaleiro era precedido de um conjunto de provas de bravura no campo de batalha que não se resumiam somente ao número de vidas ceifadas ao inimigo, mas há sua postura entre os demais, que lhe garantiam o respeito e a admiração – a honra. Assim como no passado, todos nós temos que vencer os 12 Trabalhos de Hércules se pretendermos aspirar à Imortalidade, que é objectivamente o resultado da Iniciação. Para vos dar um exemplo prático deixo-vos as seguintes perguntas que devemos permitir-nos sentir no silencio do nosso Ser:
Quantas vezes durante o dia nós ousamos agir de forma correcta mesmo com aqueles que não o são connosco?
Quantas vezes conseguimos resistir aos estímulos destrutivos da mente como a inveja, a cobiça, o ciúme, a raiva, a culpa ou o ressentimento?
Quantas vezes sentimos felicidade na presença de coisas simples: um pôr-do-sol, uma obra de arte, um relacionamento estável?
Se a subida da escada de Jacob é difícil, mais difícil é ainda mantermo-nos lá em cima, porque maiores são os estímulos e maiores são as responsabilidades nas escolhas! E mais violentas serão as consequências! Estas são as fundações interiores que o Homem terá que consolidar, para que possam manifestar-se no exterior, no mundo material, com todo o sucesso que se pretende atingir neste plano de vida. As Ordens sendo instituições, são edificadas no mundo material – pórticos de matéria para o espírito; por isso necessitam de homens renovados, pois só destes se espera a sua manutenção e evoluções futuras!
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