Presidente Obama e a Maçonaria
Durante a campanha eleitoral, alguns fotógrafos mais atentos flagrara
o candidato à presidência dos EUA, Barack Obama, fazendo sinais com a mão esquerda enquanto discursava. Parecia querer se comunicar com "outro público". O gesto foi logo decodificado: era maçônico.
o candidato à presidência dos EUA, Barack Obama, fazendo sinais com a mão esquerda enquanto discursava. Parecia querer se comunicar com "outro público". O gesto foi logo decodificado: era maçônico.
George Bush pai e filho, Jimmy Carter, Gerald Ford e outros ex-presidentes dos EUA já tinham feito sinais idênticos aos de Obama em público. Portanto, eles também são da "família maçônica".
Com relação a Obama, após investigação dos jornalistas, o público ficou sabendo que ele é membro da "Prince Hall", a poderosa maçonaria negra norte-americana, que se espalha pelo mundo em busca de adeptos de "bons costumes".
A "Prince Hall" existe há mais de 200 anos nos EUA. Apesar do boicote de outras organizações secretas, cresceu independente, se enfraqueceu em alguns momentos históricos e ganhou plenitude nos anos 1960 em diante. Hoje, ela tem mais 300.000 membros em cinco continentes.
O "gesto" de Obama foi muito comentado nos bastidores da mídia. Os jornalistas blogueiros logo acionaram suas fontes. Sem demora, mais uma informação "maçônica" era descoberta: Obama estaria no grau 32 do Rito Escocês Antigo e Aceito da "Prince Hall".
Ou seja: faltava apenas mais um grau na hierarquia da irmandade para ele chegar ao status mais elevado da arte dos pedreiros livres – como também são chamados os maçons -e assim consagrar-se como "Black mason”. De carreira ímpar entre seus pares.
Obama não é o único negro famoso dos EUA a pertencer a "Prince Hall". Ele é "irmão" de pastor Jessé Jackson – com quem se desentendeu durante a campanha -, de Louis Farakhan, líder da Nação do Islã e do ex-jogador de basquete Scottie Pipen, todos "black mason".
No passado, também o foram o pastor Martin Luther King, o ator Sammy Davis Jr., o músico Louis Armstrong e o filósofo W.E.B. Dubois, pai do pan-africanismo do início do século XX.
No Brasil, foram também maçons afros o compositor Luiz Gonzaga, o sambista Donga, o compositor Lamartine Babo e o músico erudito Carlos Gomes, sem contar o trio abolicionista de peso formado Luiz Gama, André Rebouças e José do Patrocínio.
Assim que se instalar na Casa Branca como Presidente dos EUA, após a posse de 20 de janeiro próximo, Obama vai se sentir à vontade em Washington, D.C., a capital do império norte-americano.
Para se ter uma idéia: Washington é a cidade dos maçons. Ela foi planejada e construída por eles. Em tudo quanto é lugar da capital norte-americana existem símbolos maçônicos. Nenhum prédio ou monumento de Washington está instalado à toa. Todos têm conexão com a filosofia maçônica.
As duas maçonariasNos EUA existem as maçonarias de homens brancos e negros, separadas como sempre. No entanto, pululam sinais de entendimento entre as duas sociedades secretas que vêm se aproximando gradativamente.
Parte da maçonaria branca já reconhece a negra como "irmã". Em algumas cerimônias públicas, já se podem ver maçons de ambos os lados em atitudes amistosas.
Parte da maçonaria branca já reconhece a negra como "irmã". Em algumas cerimônias públicas, já se podem ver maçons de ambos os lados em atitudes amistosas.
Quer queira ou não: a "Prince Hall" é uma potência nos EUA e fora deles. Ela tem 4.491 lojas espalhadas pelo mundo – 80% delas são norte-americanas – e cerca 45 Grandes Lojas, que organizam as lojas em federações autônomas.
Segundo a mídia política norte-americana, a "Prince Hall" tem se expandido para África, Alemanha, Islândia, Kuwait, Turquia, Corea, Japão e Filipinas. A revista negra maçônica " Phylaxid Magazine" faz sempre referências orgulhosas a esta expansão fora da pátria original da "Prince Hall".
Segundo a mídia política norte-americana, a "Prince Hall" tem se expandido para África, Alemanha, Islândia, Kuwait, Turquia, Corea, Japão e Filipinas. A revista negra maçônica " Phylaxid Magazine" faz sempre referências orgulhosas a esta expansão fora da pátria original da "Prince Hall".
Nos Estados Unidos, os altos dirigentes da "Prince Hall" amenizaram as regras de acesso: estão iniciando agora aos mistérios maçônicos hispânicos, asiáticos e outras etnias não caucasianas em suas lojas, tradicionalmente de descendentes de africanos.
O papel de Prince HallA maçonaria negra norte-americana é denominada "Prince Hall" em homenagem ao seu fundador, o comerciante negro Prince Hall. Ele teria nascido em 1735, possivelmente, em Barbados, na antiga Índia Ocidentais Britânicas, filho de pai inglês e mãe negra francesa, também livre da escravidão.
O pai do fundador da maçonaria norte-americana teria sido Thomas Hall, um inglês comerciante de couro. Em sua vida nos EUA, Prince Hall teria sido trabalhador braçal, artesão de roupa, comerciante de couro e fornecedor de alimentos.
Prince Hall antes de tornar-se maçom teria pertencido ao exército ao revolucionário de George Washington que lutava contra os colonizadores ingleses.
Prince Hall antes de tornar-se maçom teria pertencido ao exército ao revolucionário de George Washington que lutava contra os colonizadores ingleses.
Em 29 de setembro de 1784, ele foi iniciado na maçonaria juntamente com outros 14 negros livres da escravidão numa loja militar inglesa, em Boston, que obedecia ao comando, em termos de direitos maçônicos, à Grande Loja da Irlanda.
Alguns historiadores maçônicos, no entanto, dão outra data de iniciação, que teria ocorrido mais atrás, isto é, em 6 de março de 1775, na mesma loja.
Alguns historiadores maçônicos, no entanto, dão outra data de iniciação, que teria ocorrido mais atrás, isto é, em 6 de março de 1775, na mesma loja.
Uma questão ainda não resolvida pelos historiadores maçônicos: porque os ingleses resolveram iniciar na maçonaria justamente os homens menos considerados na colônia, aqueles que executavam o trabalho escravo? O quê de fato contribuiu para que Prince Hall e seus 14 companheiros terem sido chamados para receberem tamanho privilégio , naquele momento histórico ?
O caminho das pedras
Prince Hall sentiu um impacto profundo com a iniciação na loja militar inglesa. Teria tido a chamada "abertura de olhos", onde passa a enxergar o mundo com forma diferente.
Ao conversar com os outros "irmãos" negros iniciados com ele, sentiu a necessidade de criar uma loja maçônica só para pretos, pois, embora não fossem escravos, as lojas fundadas por brancos norte-americanos não aceitavam negros, tendo a alegação racista como principal fator argumentativo.
Segundo alguns especialistas, Prince Hall e seus companheiros passaram sete anos sem ter os direitos maçônicos reconhecidos pela maçonaria caucasiana dos EUA, embora iniciados em loja regular e legal, obediente à Grande Loja de Londres.
Depois de muita luta e de driblar diversas barreiras montadas para impedir que os negros maçons evoluíssem, Prince Hall, em 29 de abril de 1787, conseguiu o warrant (a autorização ou carta constitutiva da loja) emitido pela Grande Loja de Londres para criar, em Boston, a Loja Africana no. 459.
Desse modo, em termos de direito maçônico, estava, por fim, criada talvez a primeira loja maçônica negra do mundo, sob comando de afro descendentes. A inauguração da loja ocorreu em 24 de junho de 1791. Prince Hall, neste momento, se instalara como Grão-Mestre.
O incêndio traumáticoA inauguração da loja propiciou muita celebração entre os primeiros fundadores da maçonaria negra, que, sabiam, de antemão, que estavam entrando para a história do mundo afro norte-americano dali por diante.
Segundo Carvalho, a autorização de funcionamento da Loja Africana no. 459 dada pelos maçons brancos ingleses ficou chamuscada em 1869 devido a um estranho incêndio ocorrido na loja. Mas o documento histórico fora salvo pela ação de um membro da loja que conseguiu recuperá-lo.
Na visão de Carvalho, muitos maçons negros daquela época ficaram com a pulga atrás da orelha com o sinistro e acreditavam que o incêndio teria sido provocado pela maçonaria caucasiana numa tentativa de destruição do mais valioso dos documentos da Loja Africana, que a tornava legal nos Estados Unidos.
Até hoje, passados 139 anos do episódio traumático, os historiadores maçônicos negros sempre se referem a ele, em inúmeros ensaios sobre a história do fundador da maçonaria negra nos Estados Unidos. A referência serve para demonstrar o racismo persistente dos brancos, que não admitiam o acesso de afrodescendentes na conceituada sociedade secreta.
A maçonaria classicamente não estabelece cor como critério para ingresso em seus quadros. Naquela época, no entanto, por não ser livre, o escravo não era admitido na ordem maçônica.
A Grande Loja Unida da Inglaterra, no entanto, após a abolição da escravidão nas Índias Ocidentais pelo Parlamento Britânico, em 1 de setembro de 1847, mudou a expressão nascido livre para homem livre como requisito para ingresso nas lojas, ampliando assim o acesso às lojas de postulantes de qualquer cor.
Nos EUA, devido animosidade racial, até grandes maçons brancos norte-americanos tinham sido integrantes da Ku Klux Klan, a organização racista que retirava negros das fazendas para exterminá-los sob o argumento da manutenção da pureza racial.
No Brasil, no século XIX, donos de escravos, embora contrariando a filosofia maçônica tradicional, que via o homem e não a cor foram iniciados na irmandade, ampliando mais ainda as contradições internas nas sociedades secretas então nascentes nas Américas.
As barreiras nas lojas "brancas"Carvalho, em sua pesquisa sobre as origens dos pedreiros-livres norte-americanos, resgatou algumas preciosidades sobre as tensas relações raciais envolvendo as maçonarias negra e caucasiana nos EUA.
Maceió A merenda dos alunos da rede pública de ensino da capital alagoana e de mais 12 cidades do interior do Estado estava sendo desviada para compras de garrafas de vinho e uísque, entre outros produtos. Pelo menos cinco pessoas acusadas de participação no esquema já estão presas na sede da Polícia Federal em Maceió. Outras 11 estão sendo procuradas. A farra com o dinheiro público teria custado mais de R$ 8 milhões.
Os nomes dos presos e acusados com mandados de prisões expedidos estão sendo preservados, mas a Polícia Federal deverá divulgá-los em breve. Na lista dos envolvidos estão atuais e ex-secretários municipais, várias mulheres de prefeitos, uma ex-prefeita e uma vice-prefeita.
A operação, batizada de Mascotch, teve o nome escolhido como uma referência às compras pessoais e aos produtos sofisticados comprados com o dinheiro da merenda escolar. Entre os produtos relacionados pela PF estavam uísque 12 anos, ração para cães e caixas de vinho. A Mascotch, na verdade, é um desdobramento da Operação Caetés - executada em outubro do ano passado.


